FUNCIONALISMO PÚBLICO: O CÂNCER DO BRASIL (parte I)Por RAFAEL IMOLENE FONTANA
Você, eu e todos os brasileiros trabalharemos quase 5 meses em 2007 só para pagar impostos. Nada menos de 40% do nosso PIB este ano será consumido por taxas e tributos as mais diversas, ou R$ 900 bilhões arrancados do povo pelos governos federal, estaduais e municipais. Falta ao desastroso Lula ter peito para dizer em alto e bom som que "nunca na história desse país" se pagou tanto imposto.
No momento em que estamos estupefatos com o resultado das Operações Hurricane e Navalha, vislumbrando a corrupção entranhada em todos os níveis dos três poderes, seria fácil jogar 100% da culpa da tributação recorde nos políticos corruptos. Sim, eles também são culpados, mas em parte, porque a maior fatia desses R$ 900 bilhões será utilizada para bancar a mordomia dos funcionários públicos do Brasil.
O Brasil não vai para frente por causa desta máquina pública gigante e inoperante, que abriga mais de 3 milhões de funcionários, em sua maioria acomodados pela estabilidade e a vida mansa que terão no trabalho até o dia da aposentadoria. Sempre lembrando que, diferentemente do restante dos brasileiros, se aposentam com o salário integral da ativa, e fazem greves sem perder um centavo sequer dos seus vencimentos.
O momento agora é emblemático. Enquanto o governo tenta alavancar o desenvolvimento econômico com o PAC, greves se alastram pelo governo, inclusive em setores estratégicos, como por exemplo o Ibama, responsável pelo licenciamento ambiental. Os "trabalhadores" de lá fazem uma greve política para não perderem as mordomias com a criação de um novo órgão ambiental, o Instituto Chico Mendes.
Reparem bem: em nenhum momento os encostados do Ibama falam em melhorar o país, em desenvolvimento sustentável ou preservação dos recursos naturais. Simplesmente dizem que o instituto será enfraquecido. Leia-se: "não mexam na nossa mamata". Também cabe lembrar que o Ibama é a maior fábrica de funcionários públicos corruptos da nação. Nos últimos três anos, mais de 100 servidores do instituto foram presos pela Polícia Federal, envolvidos em maracutaias e desvios de verba de todos os tipos.
Estavam entregando o patrimônio nacional quando deveriam zelar por ele. Esses quasímodos não dão a mínima para o país, para o povo ou para o próprio meio ambiente. Se limitam a cuidar do umbigo e do contracheque. Em vez de IBAMA significar Instituto Brasileiro do Meio Ambiente, deveria ser Insipientes Brasileiros Acostumados com a Mamata. Ou então Ignóbeis Blasfemos Amparados pela Mediocridade da Administração.
Esse é só um exemplo de milhares espalhados pelo Brasil. O assunto não se esgota aqui, haverá continuação em outras oportunidades. Por enquanto, o importante é deixar claro que 100 milhões de brasileiros trabalham duro na iniciativa privada para bancar a mamata de 3 milhões de funcionários públicos. E essa minoria, herança nefasta da coroa portuguesa e do coronelismo, faz de tudo para manter essa condição que atrasa todo o Brasil. Claro que há uma ínfima minoria de servidores públicos comprometida com o país e com o povo brasileiro. Infelizmente são intimidados pela maioria dos seus colegas, ávidos por muito dinheiro, pouco trabalho e a manutenção de um sistema que mina as forças do país, mantém a desigualdade social e aprofunda mazelas como o aumento da criminalidade e falência do sistema de saúde.
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Sou funcionário público municipal e, concordo com você. Porém, mesmo existindo esta "infima minoria de servidores públicos bem intencionados e comprometidos com o que lhes é cobrado pelo setor público, infelizmente não há como moralizar o serviço, visto que, o mau servidor público que vive na boa com toda a segurança é fruto da má estrutura organizacional de todo o setor público. Portanto, a combater as organizações públicas que são a CAUSA, e não os SERVIDORES.
Entendo que, deveria ser adequadamente adaptado o sistema organizacional público, ao sistema privado, como Bancos, por exemplo. Vá lá, um caixa desviar um centavo se quer? O próprio sistema o denunciará e êle será punido de imediato e eficazmente.
Ocorre que, quem legisla neste País, não está compromissado com o bem estar do povo, e sim dêle e seus familiares, amigos, amarra-cachorros, etc...
Pense nisso... Um erro não justifica o outro, mas.....no Brasil, êle vem de cima!!!
Obrigado pela mensagem, Ronaldo, muito bem argumentada.
Percebemos que você entendeu o espírito do artigo.
AbrsRafael
segunda-feira, 9 de julho de 2007
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